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Solus Christus – Só Cristo
Mário Hort - 17/01/2017

Durante as pesquisas referentes à Reforma de Lutero, acordei com um sonho e eu estava na cidade de Mühlhausen, na Ex-Alemanha Comunista. Sonhei com um irmão brasileiro, a quem eu dese-java ter como conselheiro até a minha morte. E lhe perguntei em sonho: “Irmão como está você?”, Mas, ele não gostou que eu lhe perguntasse, e nesse momento eu despertei do sono, como se estivesse cantando uma música, que ressoava em minha mente, e assim dizia o coro:

“Desejo ver Cristo amado, Só a Cristo, só a Cristo. Desejo ver Cristo amado, Ele vem me socorrer”.
Ao deitar para dormi na noite anterior, eu havia resolvido escrever o capítulo: “Solus Christus” e fazia muito tempo que eu não sonhava absolutamente nada.

Mas, naquela manhã seguiríamos via-gem para a cidade de Wittenberg, onde Lutero cravou as 95 teses da Reforma, na porta da igreja.
Agora ao amanhecer o dia, escrevo essas linhas, pois o Espírito Santo me acordou com a música que dispensa muitas palavras, e o hino diz tudo de forma simples e completa: “Desejo ver Cristo amado, só a Cristo, só a Cristo”.

Dinheiro algum pode conquistar a indulgência diante da justiça divina, nem pode comprar um lugar no céu. Somente Cristo, “Solus Christus”, só ELE pode nos salvar.

O reconhecimento da força de sustentação, dos cinco “solas” da Reforma, foi um dos maiores presentes de Deus que obtive nesta viagem de pesquisas.

É impossível chegar a um ponto final e absoluto, em nossos estudos referentes à salvação, a vida eterna e do Juízo Final. Porém, é possível obter uma “estrutura” forte o suficiente para nossa alma diante da morte e da eternidade. Essa ‘estrutura” obtemos ao aceitar os “solas”, como sustentação suficiente para a vida e para a morte. Porém, tudo culmina no “Solus Christus”, pois só o preço que ELE pagou na cruz, e o que Deus confirmou ressuscitando-o dos mortos, formam a “rocha” sobre a qual é baseada toda a redenção de nossa salvação eterna.

Lembro com muito prazer da entrevista que nos concedeu um sacerdote, quando visitamos a cidade de Slubice, na Polônia, junto ao rio Oder, apenas á 100 km de Berlim.

Cruzamos a fronteira para a Polônia, para perguntar aos poloneses o que eles sabem referente a ressurreição de Jesus Cristo. Em Slubice, visitamos uma igreja católica e procuramos por um religioso, que aceitasse falar comigo, referente á ressurreição.

Uma senhora muito simpática estava limpando o templo e disse que havia vários sacerdotes presentes, mas ninguém deles entendia o idioma alemão, e concluiu: “Temos apenas um jovem que fala o inglês.” Imediatamente o sacerdote polonês, que estudava em Roma, chegou e eu lhe perguntei: “O Sr teria cinco minutos para falar comigo?” Ele respondeu: “Não apenas cinco, mas 20 ou o tempo que for necessário, pois estamos aqui para atender as pessoas,” afirmou.

A religiosa já havia lhe comunicado em idioma polonês, qual seria minha pesquisa e ele disse: “O senhor está escrevendo um tema sobre a ressurreição de Jesus. Nós cremos que a ressurreição é como o selo da obra redentora de Jesus, que morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados.” E enfatizou: “A ressurreição é como o “carimbo” de sua obra de salvação na cruz”.

Imediatamente eu lhe estendi a mão e disse: “Irmão Bartolomeu, nós somos irmãos na fé. Nossa redenção no dia do Juízo Final será válida pela fé, que confessamos na Obra Redentora de Jesus Cristo, que pagou por nossa culpa derramando o seu sangue inocente”, finalizei.
Esse é o “Solus Christo” que define a vida e a morte, quando nos apegamos unicamente a Jesus Cristo.
 

Mário Hort

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